|
Encontro Inter-Religioso de Meditação
9 de Janeiro - 18 h 30 m Associação Agostinho da Silva Salão Nobre da Junta de Freguesia das Mercês - Rua do Jasmim, 11 - 2ª andar (ao Jardim do Príncipe Real) Após o sucesso, com sala cheia, do primeiro encontro, no passado dia 22 de Novembro, no Centro Nacional de Cultura, cabe agora à União Budista Portuguesa organizar o próximo Encontro Inter-Religioso de Meditação, que terá lugar no espaço disponibilizado pela Junta de Freguesia das Mercês e pela Associação Agostinho da Silva, que assim se associa a este projecto, plenamente inscrito nos ideais do pensador português. Convocamos assim toda a comunidade budista e não budista a associar-se a este encontro de praticantes de diferentes tradições e religiões para vivermos, em silêncio meditativo, a experiência da presença em comum perante o que para cada um for mais sagrado.
Lembramos que este encontro - cuja feliz iniciativa partiu da Comunidade Mundial para a Meditação Cristã e que foi por todas as principais comunidades religiosas portuguesas entusiasticamente recebida - corresponde plenamente ao compromisso que a União Budista Portuguesa recentemente assumiu com Sua Santidade o Dalai Lama de tudo fazer para promover a harmonia inter-religiosa em Portugal, um dos próprios empenhos fundamentais de Sua Santidade. Começaremos com breves leituras de textos representativos da espiritualidade de cada tradição, intervalados por três minutos de meditação sobre cada um, seguindo-se 25 minutos de meditação em silêncio. No final haverá a possibilidade dos participantes partilharem a sua experiência. Contamos com a vossa presença e divulgação desta experiência pioneira em Portugal. Para que o diálogo inter-religioso se enraíze no silêncio inter-religioso e na experiência da Paz profunda. Pela Direcção da UBP Paulo Borges
................................................................................................................................... |
Libertação de Animais É prática corrente dos budistas em todo o mundo, realizada também regularmente em Portugal, libertarem-se animais que estão presos e destinados a uma morte violenta. Esta actividade, que coexiste com outras práticas caritativas destinadas a ajudar seres humanos em sofrimento, baseia-se nos ensinamentos do Buda sobre o amor e a compaixão universais e imparciais. Com efeito, segundo estes ensinamentos, todos os seres vivos ou sensíveis desejam igualmente a felicidade e evitar o sofrimento. Por outro lado, todos eles, seja qual for a sua forma actual, já estabeleceram connosco relações próximas, ao longo dos seus inumeráveis renascimentos e vidas no ciclo da existência (samsara). É nesta perspectiva que o Buda e os mestres budistas consideram que todos os seres vivos já foram os nossos próprios parentes mais íntimos, pais, mães, filhos e filhas. Mediante esta tomada de consciência, visa-se tornar-nos sensíveis ao seu sofrimento actual, fazendo o que nos for possível para o diminuir e extinguir. De todos os sofrimentos, a morte violenta é o maior, porque todos os seres estão acima de tudo apegados à vida. É neste sentido que se procuram libertar os animais que os homens, escravos e vítimas da sua ignorância e hábitos insensíveis, destinam à morte, para deles se alimentarem ou para usarem a matéria dos seus corpos. De todas as mortes, as mais dolorosas são as daqueles seres que são cozidos vivos, também devido ao tempo da cozedura, em função da dor e da sua diferente percepção do tempo, resultar para eles muito dilatado. É por isso que os budistas privilegiam a libertação de mariscos vivos – amêijoas, berbigão, santolas, lagostas, etc. - , que se podem adquirir nos viveiros e libertar no alto mar ou em lugares fora do alcance ou da vista de quem possa querer apanhá-los. Também podem ser caracóis, minhocas para isco ou outros animais vendidos vivos nos mercados, como coelhos. Normalmente escolhem-se os dias de lua nova ou lua cheia, bem como dias consagrados do calendário budista, em que por motivos astro-cosmológicos a energia vital está mais concentrada em nós e no mundo e os efeitos kármicos das acções, positivas ou negativas, se multiplicam imenso. Fazem-se orações e repetem-se mantras pelos animais que se vão libertar e procede-se então à sua libertação. Segundo os ensinamentos do Buda, a virtude e os méritos, o karma positivo, acumulado pela salvação de vidas é enorme, tem um grande poder purificador das nossas próprias acções negativas passadas e pode ser dedicado para ajudar outros seres que passam por situações de sofrimento e doença, que estão moribundos ou já morreram. O poder benéfico desta dedicatória será tanto maior quanto mais se estenda a todos os seres, incluindo naturalmente todos os homens que causam directa ou indirectamente a morte de outros seres vivos, pescando-os, caçando-os, comercializando-os e comendo-os, e criando assim as condições para virem a passar pelos mesmos sofrimentos no futuro. Esta prática visa pois beneficiar todos os seres sensíveis, independentemente da sua forma actual. Todos são obviamente convidados e bem-vindos a associar-se a estas práticas, sejam ou não budistas. Quem quiser pode fazê-las por si ou então associar-se às práticas regulares nos dias especiais, entregando ou enviando o seu donativo para a sede da União Budista Portuguesa (se enviar por correio, referir expressamente o objectivo): Calçada da Ajuda, 246 – 1º Dº, 1300-012 Lisboa Telef. 213634363 | Mail: sede@uniaobudista.pt | Site: www.uniaobudista.pt Libertar animais é libertar a nossa própria mente da ignorância e da insensibilidade ! Que todos os seres sejam felizes ! A Direcção da União Budista Portuguesa ........................................................................................................................................................................................................................
|
|